MPF defende que Lula pode progredir de regime mesmo sem depositar valor da multa


 O Ministério Público Federal (MPF) defendeu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode progredir para o regime semiaberto mesmo sem depositar o valor cobrado em multa e reparação de danos, que somam R$ 4,9 milhões, no caso do tríplex em Guarujá (SP).

 

As contrarrazões da força-tarefa da Operação Lava Jato foram apresentadas na noite desta quarta-feira (23). "[...] existem ativos bloqueados suficientes para o adimplemento dos valores derivados da sentença condenatória proferida naquela ação penal", diz trecho do documento.

 

Conforme o MPF, o ex-presidente tem recursos bloqueados de planos de previdência nos valores de R$ 7,1 milhões (empresarial) e de R$ 1,8 milhões (individual), além do bloqueio de ativos mobiliários, quatro imóveis e dois automóveis.

 

Nesse processo, Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia aponta que o ex-presidente recebeu o imóvel como propina da construtora OAS para favorecer a empresa em contratos com a Petrobras. Ele diz ser inocente.

 

A defesa do ex-presidente havia pedido, no dia 7 deste mês, a suspensão da cobrança da multa e da reparação de danos impostas ao petista no processo do tríplex até o trânsito em julgado da ação - quando não há mais possibilidade de recurso.

 
Informações: G1 Paraná
 

Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo