Cultivar Energia torna produtivas áreas ociosas sob linhas da Copel


 O Cultivar Energia, programa corporativo da Copel que objetiva montar hortas comunitárias em imóveis sob as linhas de transmissão e distribuição, completou seis anos em 2019. Já são 15 mil metros quadrados com nova paisagem e mais de 120 famílias atendidas, em Cascavel, Maringá e Ponta Grossa, podendo atingir 150 com a instalação da horta em Curitiba.

A ação é uma parceria entre a Copel e as prefeituras, que disponibilizam áreas que poderiam ser ociosas para plantação, o que contribui para a segurança alimentar e a geração de renda das pessoas cadastradas para usar.

As hortas têm viés de sustentabilidade e proporcionam ocupação responsável dos espaços urbanos, além de evitar descarte irregular de resíduos, acúmulo de lixo e, até mesmo, acidentes. A única pré-condição é a existência de programas municipais de agricultura urbana ou agricultura familiar, que colaboram com a redução das desigualdades sociais.

Para a Copel, o Cultivar Energia significa compartilhamento seguro e eficaz de espaços urbanos. “Quando há um terreno aparentemente ocioso sob uma linha de transmissão, um terreno de fácil acesso, há ideia de abandono e algumas pessoas acabam descartando objetos. Pode haver problemas com insetos e outros animais”, explica Joylhiana Traiano, gerente da Divisão de Meio Ambiente e Responsabilidade Social da Copel.

“O que idealizamos é um programa de ocupação de espaço de maneira responsável. Além da questão social, da geração de oportunidade para as comunidades, que é um ganho quase incalculável”, afirma.

A Copel estabelece parcerias com as cidades que tenham interesse em participar do Cultivar Energia por meio de termos de cooperação em que ambas partes devem cumprir com sua finalidade original. Os termos têm quatro anos de duração e são passíveis de renovação. A prefeitura é responsável por fazer a intermediação com a comunidade, passar orientações sobre o que plantar, como plantar e como cuidar.

A horta de Cascavel, por exemplo, não têm fonte própria de água, então a produção se limita a frutas, verduras e legumes que não dependam de cuidados constantes, como limão, feijão, batatas e cebolinha. Porém, segundo Joylhiana, está sendo avaliada uma parceria com a Sanepar nessa horta em específico. Todos os produtos servem para subsistência e comércio.